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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Os Brasileiros não apoiam o homossexualismo

Embora tenha havido nos últimos anos intenso bombardeio através da mídia secular para minar os valores morais e tornar a sociedade simpática à prática homossexual, atribuindo-lhe característica de normalidade comum à diversidade humana, não é de fato bem isso que vêm logrando aqueles que fazem desta a sua batalha de vida ou morte.

 

Nem mesmo as novelas, com as suas cenas ousadas de convivência afetiva e em alguns casos até de “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, conseguiram esse intento. (Ainda que o façam, diga-se de passagem, mesmo na ficção, de forma criminosa, ao arrepio da constituição brasileira, cuja letra afirma que o casamento se dá entre homem e mulher.)

 

A verdade é que, segundo pesquisa produzida pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com a Fundação Rosa Luxemburg, à qual se reportou o jornal O Globo de 8 fevereiro, 99% dos brasileiros, em maior ou menor grau, não assimilaram a idéia de considerar normal o homossexualismo.

 

É claro que o jornal e os promotores da pesquisa não admitem essa interpretação. Para eles, embora em matizes variados, os dados revelam o preconceito ainda existente contra os homossexuais, que precisa ser combatido através de políticas públicas contra a discriminação para eliminá-lo. Não se podia esperar outra coisa dessa gente. Essa é a pecha que nos querem impor não só como forma de hostilização, mas de nos colocar na defensiva, com temor do rótulo, diante da ditadura do “politicamente correto”, que, hoje, toma conta do mundo dito “civilizado”.

 

Mas vejamos as informações da pesquisa. Ela empregou a metodologia da abordagem domiciliar para ouvir 2014 pessoas acima de 15 anos distribuídas por 150 municípios, em 25 unidades da federação, nas cinco macrorregiões do país. Foi ampla o suficiente para produzir com fidelidade os resultados anunciados e mostrar que a realidade não é bem aquilo que pretendem os apologistas do homossexualismo, embora seja lida de forma distorcida e vá servir de instrumento para nos hostilizar ainda mais.

 

O que mais chama a atenção são os números que ligam a não aceitação da prática homossexual aos princípios da fé cristã. Vejam só: 92% dos brasileiros, por exemplo, acreditam que “Deus fez o homem e a mulher com sexos diferentes para que cumpram o seu papel e tenham filhos”. Os responsáveis pela pesquisa atribuem autoria anônima à frase (uma forma velada de tirar-lhe o mérito), como se fosse mero refrão da tradição popular. Mas ela revela, em essência, um fato bíblico para o qual torcem o nariz: a perpetuação da espécie como uma das finalidades pelas quais Deus criou macho e fêmea o gênero humano. E, como afirmam, 11 em cada 12 brasileiros acreditam nela.

 

Outro dado relevante da pesquisa é que 66% creem que a “homossexualidade é um pecado contra Deus”. Ora, não é isso resultado da influência direta daquilo que a igreja, baseada na Bíblia, ensina ao povo? Aliás, essa é a interpretação, mesmo que tortuosa, dada por Gustavo Venturi, doutor em Ciência Política e mestre em Sociologia, em seu ensaio sobre a pesquisa publicado no portal da Fundação Perseu Abramo. Para ele, isso é fruto do “peso legitimador dos discursos religiosos (especialmente cristãos, tratando-se de Brasil, e ainda particularmente católico, em que pese o crescimento recente acentuado das igrejas evangélicas) no reforço de concepções preconceituosas da homossexualidade”.

 

A única diferença é que Gustavo, preconceituosamente, identifica esse peso da fé cristã como o fator gerador dessas “concepções preconceituosas”, enquanto nós, os cristãos, sem nenhum preconceito, admitimos que essas concepções nada têm de preconceituosas e apenas refletem o padrão moral de comportamento que Deus estabeleceu para o gênero humano.

 

Em outras palavras, apesar da orquestração que se estende desde o mundo acadêmico, passando pela mídia, até as políticas de governo para impor o modus vivendi homossexual como prática moralmente aceitável, ainda assim a força da fé cristã, enfrentando todos os percalços, prevalece no coração dos brasileiros e nos serve de estímulo para não esmorecermos em nossa luta em defesa do evangelho.

 

No entanto, a leitura que deixou de ser feita pelo ensaísta é que, se 99% dos brasileiros discordam, de alguma forma, da prática homossexual, onde estaria então o propalado quantitativo do grupo, que se instrumentaliza de ferramentas públicas para impor a ditadura do seu comportamento sobre a sociedade? Sem nenhuma dúvida, por dedução, na faixa do um por cento, que apoia a “causa” do movimento.

 

Com esse dado claríssimo, percebe-se que o minoritário movimento homossexual está sendo também instrumentalizado pelo viés ideológico das ditas forças progressistas para criar um fato político e impor restrições à liberdade de expressão mediante a ditadura do pensamento único. É o que pretendem com a aprovação do PL 122 que consagra de forma autoritária, contra todos os princípios em que se sustenta o regime democrático, o “delito” de opinião, como já observou o filósofo Otávio de Carvalho.

 

Aliás, Gustavo Venturi deixa isso claro, quando afirma: “Enquanto o PL 122 (ou lei semelhante), hoje parado no Senado, não for promulgado, e enquanto não ocorrerem eventuais condenações exemplares por crimes de ofensa ou discriminação de pessoas por sua orientação sexual ou identidade de gênero, é pequena a chance que se reverta de forma expressiva ou que se acelere a reversão (provavelmente já em curso) no processo de reprodução de preconceitos de natureza homofóbica”. Ou seja, eles continuam em ação para transformar em lei essa aberração jurídica. E mais dia menos dia conseguirão a façanha, se nos omitirmos como força social organizada em nosso país.

 

Duas conclusões, entre outras, precisam ser extraídas da pesquisa:

 

1) Não obstante a nossa atuação como força social organizada estar muito aquém do que ainda pode ser feito (somos, por exemplo, relapsos em nos apresentar nos fóruns adequados para discutir temas desta natureza), não podemos desconsiderar a força da mensagem cristã na formação do pensamento brasileiro. Assim, continuemos a pregar a tempo e fora de tempo todo o conselho de Deus. Sem medo de restrição alguma.

 

2) Não nos enganemos, achando que as coisas melhorarão em nosso favor. Isso não acontecerá. O cerco será apertado cada vez mais, inclusive com a influência internacional de órgãos da própria ONU. Lembremo-nos que esse foi o propósito da pesquisa: fornecer ferramentas ao governo para assegurar a ditadura da diversidade sexual. Em outras palavras, precisamos estar preparados para os novos tempos e agir para que a nossa voz seja ouvida nos fóruns que ditam as leis do país.

 

Pelo menos não seremos omissos. Omissão também é pecado.

 

Fonte: Jesus Site

PS. Este artigo foi originalmente publicado na edição do Mensageiro da Paz do mês de março de 2009.

 

 

 

 

publicado por diaconosergiochristino às 22:58
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5 comentários:
De Tomaz a 30 de Julho de 2009 às 14:07
Sou evangélico, sou homossexual não praticante e infelizmente devo anunciar aos iludidos de plantão que o problema não possui solução. O gay continua sentindo atração por pessoas do mesmo sexo para sempre. Evangélico ou não, casado com mulher ou não, tendo 5 filhos ou não, continua sendo gay. Todos os ex-gays, especialmente os americanos que escrevem livros sobre o tema, continuam sentindo atração. Se encontrarem a solução para o problema me avisem, pois a estou buscando há anos. Abraços!
De angel... a 10 de Setembro de 2009 às 20:55
ha uma solução...Jesus disse conhecereis a verdade e a verdade vos libertara.
Se entregue verdadeiramente aos caminhos do Senhor que ele curara o teu interior.Que Deus te abençoe querido!!
De Ivan a 29 de Janeiro de 2010 às 16:22
sinto muito Angel pela sua falta de conhecimento. Leia a Bíblia e olhe para você mesmo, memso depois da conversão ainda continuamos pecadores, redimidos, mas ainda pecadores; e temos que lutar diariamente contra o pecado que tão tenazmente nos assedia (hb 12.1). Como cristão e homossexual sei bem disso, já tentei de tudo e continuo homossexual até que Cristo termine a obra que começou em mim, e isso acontecerá no dia da manifestação dEle (Ef 1.6), HÁ MILHARES DE HOMOSSEXUAIS DENTRO DAS IGREJAS sofrendo por falta de compreensão. Compreende-se tudo: alcoolismo, drogas, adultério; porém, o homossexualismo é considerado o pior dos pecados. Precisamos falar do pecado, mas também da graça de Deus "que salvou um perdido como eu" (hino Amazing Grace).
De Thalita Souza a 27 de Setembro de 2010 às 18:47
Eu vivo um evangélio que tem poder pra libertar de todo o pecado, e acredito na conversão verdadeira, aquela em que o espirito santo entra na vida de uma pessoa retirando todo o dna do pecado e do maligno e coloca em seu lugar a santidade, o dna de Cristo, lamento mas quem não acredita na própria libertação ainda não teve o verdadeiro encontro com Jesus.
De Kathy a 14 de Março de 2010 às 14:09
Esse assunto é bem polêmico.
Eu já sabia que a maioria das pessoas não aceitam a homossexualidade como algo normal.

Vou aproveitar e te convidar para participar do site
www.internautascristaos.com.br
(http://www.internautascristaos.com.br) ele é bem interessante e sobre esse assunto de homossexualidade já foi até criticado pelos homossexuais.

Mas é um site bem interessante se você quiser participar.

Fica na paz
Kathy
www.internautascristaos.com.br

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