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Sábado, 20 de Outubro de 2007

A Consagração do Crente

Romanos 8.1-17 dá continuidade à argumentação começada no capítulo 6 de que a era da graça não implica a extinção da justiça, pois o Espírito Santo torna possível a vida de justiça. Os temas gêmeos de esperança e sofrimento, que foram justapostos em Romanos 5.3,4, tornam-se os temas dominantes de Romanos 8.18-39. A vida é tão transformada na era da graça que até o sofrimento é colocado dentro do reino da esperança.

Os primeiros treze versículos seguem um padrão que nos é conhecido pelo capítulo 6. Uma discussão sobre o que é verdade para os crentes — o novo estado dado aos que foram transferidos da era de Adão para a era de Cristo — é seguida por uma declaração sobre o que lhes deve verdade na prática. Diferente do capítulo 6, o papel do Espírito Santo em causar os benefícios da morte e ressurreição de Cristo nos crentes agora é colocado em primeiro plano.

II. O Espírito de Vida que Dá Poder sobre o Pecado e a Morte (8.1-13).

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (v. 1).

Em resposta à objeção do versículo 1, de que o pecado também pode ser encorajado se ocasiona mais graça — objeção que surge da declaração em Romanos 5.20 de que à medida que o pecado aumentou, a graça aumentou ainda mais — Paulo imediatamente vai ao âmago do assunto: O crente não pode permanecer no pecado porque ele morreu para o pecado (v.2).

a) “Portanto” está declarando uma conclusão, mas de quê? É difícil determinar qual parte do argumento precedente Paulo tem em mente. Ele está pensando em Romanos 7.7-25, em Romanos 7.6, ou à argumentação exposta nos capítulos 5 a 7 ? Ou é um sumário do tema exacerbante da carta (i.e., a justiça de Deus) que remonta a Romanos 1.17? O papel que o capítulo 8 desempenha como resumo e clímax da explanação sobre a justiça de Deus para judeus e gentios, antes que o foco de Paulo se estreitasse para a justiça de Deus a Israel, indica que esta seção sumaria o tema predominante da carta.

b) “Condenação” (cf. também Rm 5.16,18) é termo jurídico, o qual neste contexto denota o resultado do julgamento de Deus. Como a morte, com a qual está unida em Romanos 5.12-21, diz respeito à separação eterna de Deus. Os que estão “em Cristo Jesus” podem se alegrar porque tal horror não os aguarda no julgamento. De fato, o capítulo 8 termina com a grandiosa declaração de que nada pode nos separar de Deus e Cristo — nada no presente e nada no futuro.

2.1.  O fundamento da declaração. A base da declaração de que não há nenhuma condenação é dada no versículo 2. Os crentes não enfrentam as conseqüências que aguardam os que estão debaixo do poder do pecado (i.e., morte ou condenação), porque eles foram libertos “da lei do pecado e da morte”. Como em Romanos 7.21-25, onde Paulo usou a “lei” para denotar algo que não a lei mosaica, ele varia o sentido desta palavra para insistir neste ponto. 

A lei do pecado e da morte não é a lei judaica, vista do lado negativo, mas um “poder” ou “autoridade” que coloca homens e mulheres em escravidão. Semelhantemente, “a lei do Espírito de vida” representa o poder do Espírito Santo, que livra a humanidade da tirania do pecado e da morte. A frase “a lei do Espírito de vida” não ocorre em nenhuma outra parte nas cartas de Paulo. Deve ser a causa de Paulo cunhar esta frase aqui, porque ele está continuando o jogo de palavras com “lei” que ele começou no capítulo anterior.

2.2.  A lei mosaica. A lei de Moisés entra em vista no versículo 3. Podemos estar seguros de que é a lei judaica que Paulo tem em mira neste versículo, porque, diferente do versículo 2, não há frase modificadora ligada à palavra “lei” (nomos) para indicar de outro modo. Outrossim, o teor do versículo recapitula o que Paulo disse sobre a lei no capítulo 7. O que a lei mosaica não podia fazer era tratar do problema do pecado; é o que Deus fez ao enviar seu Filho, ou seja, enviar Cristo para morrer por nossos pecados. Pela cruz, Deus “condenou o pecado na carne”.

* Carne. É difícil decidir qual “carne” Paulo tem em mente aqui: É a carne de Cristo  ou nossa própria carne pecadora? Talvez esta pergunta tenta dividir o que Paulo viu como duas partes de um todo. Cristo, como nosso substituto, suporta a condenação por nós na sua carne. Como resultado disso, a condenação que afronta todas as pessoas na carne é removida.

A morte sacrifical de Cristo também é mencionada pela frase que a NVI traduz por “como oferta pelo pecado” (lit., “concernente ao pecado”). Os tradutores da NVI concluíram, como nós, que “concernente ao pecado” (“do pecado”, RC) denota uma oferta pelo pecado, visto que esta expressão era usada assim na LXX (veja Moo, Fee). Em suma, a condenação não virá sobre os que estão em Cristo, porque a ira de Deus já caiu em outro lugar — em Cristo.

Este versículo teologicamente denso precisa de mais dois comentários:

1) É significante a qualificação de Paulo de que Cristo entrou “em semelhança da carne do pecado” em vez de, como ele poderia ter dito, “na carne pecadora”. A palavra grega homoioma (“semelhança”) é usada para preservar uma distinção. Paulo quer afirmar que Cristo era um substituto apropriado para a humanidade, porque Ele veio na carne humana, mas o apóstolo também quer evitar o pensamento de que Cristo ficou pecador na encarnação. Por conseguinte, ele diz que Cristo veio em semelhança da carne pecadora.

2) A idéia que a lei “estava enferma pela carne” retoma a discussão no capítulo 7, onde Paulo argumentou que a lei não podia nos livrar do pecado. De fato, o aparecimento da lei deu ao pecado a oportunidade de se fixar fortemente na esfera humana (Rm 7.7-11). De modo similar aqui, embora a lei seja santa e boa (Rm 7.12), a humanidade não é. A “carne” humana está em escravidão ao pecado e morte, e tal escravidão a lei não tem força para quebrar.

O propósito em condenar o pecado na carne é para que “a justiça da lei se cumprisse em nós” (v. 4). A impressão de que Paulo poderia ter dado de que o propósito de Deus ao dar a lei tinha sido completamente evitado pela pecami­nosidade humana é dissipada. Como Dunn argumenta: “Aqui, Paulo deliberada e provocativamente insiste na continuidade do propósito de Deus na lei e pelo Espírito”.

Há duas linhas primárias de pensamento acerca de como este cumprimento (“se cumprisse”) ocorre. Elas se dividem em se é Cristo ou o crente que é ativo no cumprimento desta exigência:

1) Numa visão, Cristo cumpriu as exigências da lei por sua obediência perfeita. 

Por sua morte, Ele tomou nossa condenação. Isto permite um “intercâmbio”: “Cristo se torna o que nós somos para que nós nos tornemos o que Cristo é” (Moo).

2) Os cristãos cumprem a lei à medida que vivem “segundo o Espírito” (v. 4b). De acordo com esta visão, a segunda parte do versículo explica como o cumprimento é feito. Não é que nós obedeçamos à lei, mas cumprimos seu propósito, que era causar justiça. Ainda que haja muito a ser dito sobre a primeira visão, parece que a leitura mais natural do versículo é considerar a frase subordinada que começa com “que não andamos” como explicação do tipo de cumprimento que ele quer dizer. Esta posição não tira a ênfase no que Deus faz e a coloca no que homens e mulheres fazem. 

Como Fee mostra, a ênfase ainda está no que o Espírito Santo faz para nos capacitar a viver em justiça.


2.3.  Contraste entre carne e espírito.
 Nos próximos nove versículos (vv. 5-13), o contraste entre a “carne” (sarx) e o “espírito” (pneuma) domina a discussão, à medida que é explicada a diferença entre andar segundo a carne em oposição a andar segundo o Espírito (v. 4b). O foco dos versículos 5 a 8 está naquele que vive na carne; o foco passa para o crente nos versículos 9 a 11. O dualismo carne/espírito é escatológico, não antropológico. É um contraste entre estados de existência em duas eras — a era de Adão e a era de Cristo (veja Rm 5.12-21). Não é sobre duas naturezas conflitantes dentro do indivíduo, mas uma comparação entre os que vivem e os que não vivem em Cristo.

Os quadros antes e depois exibidos aqui — da vida antes e fora de Cristo e depois da vida em Cristo — são descritos como opostos extremos. Tal nítido contraste fixa imagens vívidas na mente do leitor. Paulo quer que os cristãos romanos tenham um quadro claro do que eles eram em oposição ao que eles se tornaram. O propósito das imagens contrastantes nos versículos 5 a 11 é instigá-los a adotar um estilo de vida proporcional ao seu novo estado (vv.12,13).

a) Mente ou vontade. Paulo começa comparando as orientações diferentes da mente ou da vontade (vv. 5,6). O que está sendo discutido é em que a mente é “atiçada” — não tanto no que a pessoa pensa, mas qual é sua orientação. A orientação de alguém na carne é deste mundo; a mente é fixa nos valores de um mundo que rejeitou Deus. O não-cristão, em outras palavras, pode ser definido como alguém que é inimigo de Deus (v. 7). Isto não significa, obviamente, que todos os incrédulos agem conscientemente em inimizade para Deus. Mas no forte contraste dos dois modos de existência apresentados aqui, a pessoa é dirigida ao mundo da carne ou ao mundo do Espírito (cf. Mt 12.30: “Quem não é comigo é contra mim”). Paulo descreveu uma orientação semelhante e mundana em Romanos 1.18-32. A humanidade rejeita o conhecimento de Deus que lhes está disponível, resultando num ciclo de pensamento e ação que é uma perversão de tudo que Ele quis para a humanidade. Em suma, as pessoas com tal orientação “não podem agradar a Deus” (v. 8).

b) Agradar a Deus. Devemos notar que agradar a Deus não nada tem a ver com ser uma pessoa “boa” ou “má” em si. Há incrédulos de bom caráter e integridade e há os que são maus. O ponto aqui, como tem sido desde Romanos 1.18, é que agradar a Deus não está, no final das contas, relacionado com o que fazemos, mas com o que Ele fez por nós em Cristo. Ou, dizendo de outra maneira, é sua justiça ou atividade salvadora que é a base da relação que temos com Deus.

c) A morte. O destino dos que são inimigos de Deus é a “morte” (v. 6), que é a morte espiritual com conseqüências físicas (veja Rm 5.12-21). A morte espiritual (ou separação de Deus) pode ser experimentada em ambos os lados do sepulcro. A alienação de Deus no presente se torna um estado eternamente permanente para os que permanecem fora de Cristo. 

A palavra de Cristo na cruz: “Deus meu, Deus meu, por que me 
desamparaste?” (Mt 27.46), sugere que Cristo conheceu não só a morte física, mas também a espiritual, quer dizer, separação da presença de Deus.

Ele experimentou a morte completamente para que nós não precisássemos experimentá-la.

d) Oposição entre a vida dos que estão em Cristo e em Adão. O modo de existência daqueles que estão em Cristo é oposto aos que estão em Adão. Aqueles cuja orientação é Deus, ou “para as coisas do Espírito” (v. 5), conhecem a vida e a paz (cf. Rm 5.1,12-21). Tendo sido libertos da lei do pecado e da morte, eles vivem numa relação com Deus por meio do “Espírito de vida” (v. 2). Há paz em vez de inimizade entre eles e Deus (cf. Rm 5.1). Paz e vida caracterizam o que podemos desfrutar hoje e o que saberemos para sempre, pois nem mesmo a morte pode nos separar de nossa relação com Deus (cf. Rm 8.35-39).

2.4. Andar conforme o Espírito. Nos versículos 9 a 11, a tônica passa para os que andam conforme o Espírito. Considerando que os não-crentes são caracterizados por estar na carne, os crentes estão “no Espírito”. É um novo tipo de existência, onde o poder do Espírito, em vez do poder do pecado e da morte, está em ação. E, como declara o meio do versículo 9, os crentes são aqueles em quem o Espírito, e não o pecado (cf. Rm 7.20), mora. Concluímos, então, que o Espírito toma o lugar do pecado, tanto quanto na esfera na qual vivemos (i.e., o poder que nos controla) quanto na presença que habita em nós.

a) Espírito de Deus. A mudança de “o Espírito de Deus”
(v. 9a; cf. v. 11) para “o Espírito de Cristo” (v. 9b) reflete a ênfase dos versículos 9b e 10 na obra de Cristo. A frase “se Cristo está em vós” (v. 10a) não significa que Cristo e o Espírito habitam no crente, nem que os dois são indistinguíveis. Com Cranfield entendemos que “pela habitação do Espírito o próprio Cristo está presente em nós”. Dizer que Cristo está presente em nós pelo Espírito não é tirar a ênfase da natureza pessoal de nossa relação com Cristo. O Espírito pode representar Cristo tão completamente, porque o Espírito também é uma pessoa. Não somos habitados por uma força, mas por um ser pessoal.

b) Espírito de vida. O ponto central dos versículos 9 a 11 é fazer mais elaborações sobre “a lei do Espírito de vida”
(v. 2a), que é o poder do Espírito Santo em ação, dando vida agora e para sempre aos que estão em Cristo. O versículo 10 fala da vida no presente, ao passo que o versículo 11 trata da vida no futuro. Embora “o corpo [...] [esteja] morto por causa do pecado”, o Espírito é vida por causa da justiça. O corpo está sujeito à morte por causa do pecado; a morte passou a todas as pessoas pelo pecado de Adão (Rm 5.12). Contudo, o Espírito é vida por causa da justiça; a vida para todas as pessoas pela justiça de Cristo (Rm 5.18).

c) Espírito Santo. No versículo 10, é preferível a interpretação de pneuma (espírito) como o Espírito Santo em lugar de o espírito humano. Barrett argumenta que esperaríamos que Paulo dissesse que “o espírito vive” (RC) se ele quisesse se referir ao espírito humano. Mas o que lemos no original grego é: “o espírito é vida”, o que nos lembra imediatamente de “o Espírito de vida” (v. 2). O versículo 11 explica o significado da frase que estamos examinando, e há o Espírito que está sendo discutido.

d) Relativo à vida no futuro No v. 11, sabemos de Romanos 6.5 que, pelo fato de termos morrido com Cristo, também seremos ressuscitados com Ele. Aqui é identificado o papel do Espírito de vida em tornar certo este futuro para o crente. Deus efetua a ressurreição dos crentes pela agência do Espírito Santo. Paulo especifica que a ressurreição envolve até nossos corpos “mortais” — os mesmos corpos que no versículo 10 foram destinados à morte. A ressurreição envolve a totalidade da pessoa, não apenas o espírito. Uma ressurreição “espiritual” é o que os coríntios imaginavam, provavelmente em resultado da influência da idéia grega da imortalidade da alma. Acreditava-se que na morte a alma/espírito era liberta do corpo, o qual era descartado (1 Co 15). Escrevendo de Corinto, com a localização servindo de lembrança de uma controvérsia anterior, Paulo afirma que até o corpo é ressuscitado. (A formação de outros aspectos do mundo físico é descrita nos vv. 19-21.)

O imperativo (vv. 12,13) que serve de resumo a um extenso discurso sobre o que é verdade cerca dos crentes (vv. 1-11) é um padrão conhecido nos escritos de Paulo. Como em Romanos 6.1-14, o apóstolo começa descrevendo o que Deus/Cristo fez por nós (Rm 8.1-11) e finda argumentando o que temos de fazer em resposta aos seus atos graciosos (Rm 8.12,13).

A idéia imperativa, em concordância com o que vem antes, está estruturada pelo contraste entre o Espírito e a carne, como também entre a vida e a morte. E, em concordância com o que vem antes, o Espírito e a carne se referem a dois modos contrários de existência. Quer dizer, esta seção da carta não diz respeito à luta interna no crente entre o lado dirigido a Deus e o lado dirigido ao pecado. Estar no Espírito em oposição a estar na carne é ser cristão em oposição a ser não-cristão.

A importância do que Paulo está a ponto de dizer é transmitida pela volta do emprego da palavra “irmãos” (veja Rm 7.1,4). Ele está escrevendo sobre uma obrigação incumbente aos crentes, que não é a mesma obrigação que outrora pressionava os que estavam debaixo do domínio do pecado e da morte. Voltar à vida anterior — quer dizer, viver de acordo com a carne — significa morte hoje e para sempre 
(v. 13a). Isto não quer dizer que a morte espera o cristão que comete um único pecado. O tempo presente do verbo “viver” na frase “se viverdes segundo a carne” aplica o aviso à pessoa que continua no pecado, que constantemente se comporta como se ela ainda estivesse na carne.

A obrigação do crente é viver como alguém que está no Espírito. Portanto, é imperativo que “as obras do corpo” sejam mortas. Esperaríamos ler “as obras da carne”, visto que Paulo tem usado a carne com relação ao pecado e à morte. Fee comenta que “corpo” é apropriado aqui, porque os cristãos já não estão na carne (1994, p. 558).

Se quisermos evitar o desespero por causa de nossa contínua tentação ao pecado e nossa prática muito freqüente de ceder ante a tentação, temos de prestar atenção particular à expressão “pelo Espírito” (ARA).
A noção de que a pessoa é salva pela graça, mas conservada por esforços próprios, é estranha a este texto. Se fosse assim, então estaríamos vivendo precariamente, e não com alegria, como que nos balançando constantemente à beira do abismo. Mas da mesma maneira que não ganhamos a salvação, assim não a mantemos por iniciativa própria. Em nós mesmos, somos impotentes para fazer o que Deus requer, mas o Espírito nos capacita a matar as más ações. Agora é dada a resposta ao problema do poder do pecado, que foi levantado em Romanos 6.1 e, desde então, esteve na vanguarda da discussão: 
É o Espírito.

 

publicado por diaconosergiochristino às 13:20
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